UMA CONQUISTA DA ALEGRIA.
- 7 de ago. de 2015
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RAFAEL FERNANDES LOPES
O palhaço ‘Chumbinho’ que muitos encontram em Mossoró animando festas de aniversário ou fazendo locução em frente de lojas, é o principal personagem de Rafael Fernandes Lopes, um natalense que já aos três anos de idade chegava à capital do oeste potiguar com sua alegria e espontaneidade.
Filho de Ednéia Fernandes Lopes e por consideração e amor tendo como seu verdadeiro pai o padrasto Claudionor Fernandes dos Santos, funcionário do Colégio Sagrado Coração de Maria, Rafael tem ainda dois irmãos fruto desta segunda união de sua mãe: Abner Sávio, 17 anos, e Alice Katarine, 13.
Na infância morou na Rua Melo Franco, próximo ao Hospital Rafael Fernandes, na casa de seu bisavô Marçal. "Lembro que era uma casa sempre cheia de gente e eu adorava a bagunça dos familiares e dos vizinhos. Divertia-me muito com toda a suada”, brinca. Aos oito anos foi morar em São Paulo, levado por uma amiga da sua vó. “Acho que pelo fato de eu dar muito trabalho por aqui”, acredita.
Na capital paulista estudou em escola pública por dois anos, retornando à Mossoró sem muita disposição para os estudos. Passou por quatro escolas e, mesmo assim, não concluiu o nono ano do ensino fundamental, influenciado negativamente pelos amigos e devido seu casamento prematuro aos 17 anos. “Errei em não valorizar os estudos. Conheci Dayse Dellyane de Araújo aos 16 e casamos no ano seguinte. Com ela tive nossa filhinha Débora Raphaelly, hoje com 9 anos. Assim precisei buscar trabalho antes de concluir os estudos”, explica.

O ESPÍRITO ARTÍSTICO SURGIU – O trabalho surgiu a partir de sua veia artística, descoberta no Festival de Teatro da UERN – FESTUERN, de 2004. Sua professora de Arte no colégio Municipal, onde hoje funciona a Escola de Artes de Mossoró, Leninha, o convidou para participar de uma peneira onde seria escolhido o personagem principal da peça ‘A Farsa da Boa Preguiça’, que a escola iria apresentar no Festival. O personagem Simão era um poeta preguiçoso que queria vender suas poesias para a esposa de um fazendeiro rico, enquanto ela, na verdade, só queria mesmo namorar o poeta.
Rafael não só conquistou o papel da peça escrita por Arriano Suassuna, como foi escolhido o segundo melhor ator do Festival. “Até aquele momento não sabia que eu tinha este lado artístico, apesar de minha espontaneidade natural em lhe dar com tudo em minha vida. No ano seguinte, os próprios organizadores do Festival me contrataram para ser um dos ‘Arautos da Alegria’, uma turma de palhaços que apresentaria os grupos que iriam se apresentar na nova edição do FESTUERN”, conta.
Deste trabalho, seis dos doze palhaços resolveram criar a ‘Cia Trupe Humor e Arte’ para fazer animação em eventos, festas, escolas e empresas. “O Grupo não durou muito por questões pessoais e conflitos de interesses entre os membros. Mas Criou-se ali uma relação que foi fundamental em minha vida. Diego Black, o palhaço Big Big, acabou se tornando meu mestre, meu professor de tudo que aprendi nesta profissão. Formamos a dupla Chumbinho e Big Big para continuar a mesma batalha de animação que havíamos começado com a Trupe”, relembra.
Como a vida não é só brincadeira, no entanto, Rafael teve também que arranjar um emprego fixo, pois foi na época que acabará de casar. Durante dois anos foi auxiliar de produção na Indufal. Tempo que diz ter ralado de verdade, pois o serviço era difícil e os pagamentos nem sempre eram em dia. Até que o companheiro Big Big apareceu com uma proposta tentadora: o chamou para fazer animação diária em um Fest Food da cidade. Devido este trabalho, foi contratado pelo colégio onde o padrasto/pai trabalha, onde permaneceu durante seis anos, abrindo as portas para sua estabilidade financeira.
Com isto, a vida de Rafael pôde ser voltada apenas e tão somente para o mundo artístico, lugar onde se sente confortável e que lhe rende os recursos necessários para levar a vida com paz e alegria. Ao lado se seu novo companheiro de trabalho, Valério Jânio, o Juninho, formou a dupla Chumbinho e Jujuba, que ele administra quase sempre com agenda cheia e resultados satisfatórios.
Recentemente, Rafael iniciou uma nova relação com Sonara Jessica, mãe de seu segundo filho, Rodrigo Rafael, de apenas um ano e dez meses. “Hoje me sinto recompensado pela vida. O BOM é acordar todos os dias agradecendo a Deus por fazer o que gosto, levando alegria para as pessoas e fazendo as crianças felizes”, afirma.


























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